Dentista no Simples Nacional, como funciona?

Ilustracao sobre Dentista no Simples Nacional, como funciona?

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O enquadramento do dentista no Simples Nacional depende do CNAE, do faturamento e, principalmente, do fator R (relação folha/receita). A partir dessa relação a atividade pode ser tributada pelo Anexo III ou pelo Anexo V, com impactos diretos na carga tributária e no recolhimento do INSS sobre pró‑labore.

Resumo rápido

  • Calcule o fator R (folha/receita 12 meses) para saber se fica em Anexo III (R ≥ 28%) ou Anexo V (R < 28%).
  • Defina um pró‑labore compatível e documente a distribuição de lucros para reduzir carga fiscal legalmente.
  • Use o CNAE correto (ex.: 8630-5/04) para evitar autuações e garantir aplicação adequada do ISS e do Simples.
  • Mantenha contabilidade regular para comprovar pagamentos e distribuições; isso é essencial para isenção de IR sobre lucros.

Para aprofundar, leia Anexo Iii X Anexo V Fator R Em, Como Abrir Uma Empresa No Simples Nacional e Passo A Passo Para Abrir Empresa Simples Nacional.

Visão geral do procedimento

O enquadramento de um consultório odontológico no Simples Nacional exige identificação do CNAE e avaliação do faturamento e da folha de pagamentos dos últimos 12 meses. Esses dados determinam se a atividade será tributada pelo Anexo III ou pelo Anexo V, afetando a alíquota aplicada ao DAS.

O fator R é calculado pela razão entre a folha de salários (incluindo pró‑labore dos sócios) e a receita bruta dos 12 meses anteriores. "Pela nova regra do Simples Nacional 2018 uma clínica odontológica pode ser segregar para o anexo III ou V a depender do fator 'r'" (Fonte: contabeis.com.br).

As regras gerais do Simples estão na Lei Complementar nº 123/2006, que disciplina o tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. Para detalhes de alíquotas e anexos, consulte o portal do Simples Nacional (gov.br - Simples Nacional).

Mini exemplo prático: calcule o fator R e verifique o anexo aplicável; em seguida, estime a alíquota efetiva com a alíquota do anexo correspondente. O objetivo é demonstrar impacto fiscal antes de optar juridicamente.

  • Calcular o fator R com dados dos últimos 12 meses.
  • Confirmar o CNAE correto para atividade odontológica.
  • Verificar o enquadramento municipal do ISS para procedimentos locais.
  1. Calcular fator R: Somar a folha (incluindo pró‑labore) dos 12 meses e dividir pela receita bruta dos 12 meses.
  2. Comparar com 28%: Se R ≥ 28% enquadra em Anexo III; se R < 28% enquadra em Anexo V (regra prática aplicada por contadores e base em interpretações do CGSN).

Exemplo numérico do fator R e alíquota efetiva

Suponha receita anual de R$ 360.000 e folha anual de R$ 60.000. O fator R = 60.000 / 360.000 = 16,67%, portanto R < 28% e o enquadramento tende ao Anexo V (fonte: contabeis.com.br).

Estimativa simplificada de imposto mensal (exemplo didático): se a receita média mensal for R$ 30.000 e a alíquota do Anexo V na faixa inicial for assumida em 15,5%, então o DAS mensal = 0,155 × 30.000 = R$ 4.650; alíquota efetiva = 4.650 / 30.000 = 15,5%.

Passos do cálculo

1) Receita anual: R$ 360.000

2) Folha anual: R$ 60.000

3) Fator R = 60.000 / 360.000 = 16,67%

4) Enquadramento: Anexo V (R < 28%)

5) Receita mensal: R$ 30.000

6) DAS estimado: 0,155 × 30.000 = R$ 4.650

Observação: as alíquotas por faixa dependem da tabela do Simples e da receita acumulada; consultar a tabela oficial no portal do Simples é obrigatório para apuração exata.

Passo a passo detalhado

Iniciar pela identificação do CNAE correto para serviços odontológicos (por exemplo, 8630-5/04 para atividades com recursos cirúrgicos) para garantir aplicação adequada do regime e do ISS. Use ferramentas oficiais e consultas técnicas para confirmar o código (consulta CNAE - contabeis.com.br).

Registrar a empresa como Sociedade Simples ou ME (caso aplicável) com o CNAE adequado, estabelecer pró‑labore e manter folhas e comprovantes atualizados para fins do cálculo do fator R, essencial para definir o anexo do Simples.

Apurar mensalmente o DAS pelo sistema do Simples e recolher o INSS do pró‑labore separadamente (GPS ou plataforma da Previdência). "O Simples reúne IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e ISS em guia única" — mas o INSS do sócio é recolhido à parte.

Manter escrituração contábil e separar remuneração (pró‑labore) de distribuição de lucros; a distribuição de lucros é isenta de IRPF quando suportada por contabilidade regular e critérios legais.

  • Verificar e registrar o CNAE adequado.
  • Estabelecer e documentar o pró‑labore compatível com a atividade.
  • Calcular o fator R a cada mês com balanço dos últimos 12 meses.
  • Apurar o DAS no Simples e recolher o INSS do pró‑labore separadamente.
  • Organizar a contabilidade para suportar distribuição de lucros isenta.
  1. Confirmar CNAE e natureza jurídica: Identificar se a atividade é pessoa jurídica prestadora de serviços (consultório individual) ou sociedade simples; isso impacta inscrições e alíquotas de ISS.
  2. Calcular pró‑labore: Definir valor compatível e recolher INSS; registrar em folha para compor o fator R.
  3. Apurar fator R e simular anexo: Usar os 12 meses anteriores para cálculo e simular tributos no anexo correspondente (III ou V).

Documentos e registros essenciais

Manter contratos sociais atualizados, livros contábeis ou sistema contábil, folhas de pagamento e comprovantes de pagamentos a terceiros. A escrituração regular sustenta a isenção de IR sobre lucros distribuídos.

Consultar orientações no portal do Simples e em publicações técnicas para procedimentos específicos sobre ISS e retenções na fonte (Simples Nacional - gov.br).

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Exigências e prazos

O DAS do Simples é pago mensalmente até o vencimento informado no Portal do Simples; atrasos geram multa e juros. Além do DAS, o INSS sobre pró‑labore deve ser recolhido separadamente, seguindo a regra da Previdência.

É necessário o cadastro municipal para emissão de notas e o recolhimento do ISS conforme legislação local; algumas prefeituras exigem alvará sanitário e inscrição municipal ativa para o exercício dos serviços.

Para comprovar enquadramento em Anexo III ou V, mantenha os demonstrativos da folha e os livros contábeis com periodicidade mensal. "Clinica odontologica CNAE-8630504, pode optar pelo…" — consulte o CNAE e limites no portal técnico (contabeis.com.br).

  • Realizar o pagamento mensal do DAS até a data de vencimento informada.
  • Recolher o INSS do pró‑labore separadamente e dentro dos prazos da Previdência.
  • Emitir notas fiscais e manter a inscrição municipal ativa para fins de ISS.
  1. Pagar DAS mensal: Gerar a guia pelo Portal do Simples e pagar até o vencimento para evitar acréscimos.
  2. Recolher INSS: Apurar INSS sobre o pró‑labore e recolher via GPS ou sistemas oficiais antes do vencimento.
  3. Conservar documentos por prazo legal: Arquivar notas, folha e contabilidade por prazos legais para comprovação em fiscalizações.

Referências legais

Base legal geral: Lei Complementar nº 123/2006. Informações sobre limites e organizado do Simples estão no portal oficial (gov.br).

Sobre enquadramento de atividades e tabela de anexos, consulte também artigos e guias técnicos em portais como contabeis.com.br para simulações práticas.

Erros a evitar

Evitar usar CNAE inadequado: um código errado pode levar à incidência incorreta de ISS ou ao enquadramento em anexo equivocado. "Clinica odontologica CNAE- 8630504, pode optar pelo…" — confirme o código com fonte técnica (contabeis.com.br).

Não negligenciar o cálculo do fator R — muitos consultórios perdem a chance de enquadramento no Anexo III por não registrar pró‑labore ou por subestimar a folha. "Se for 28% ou mais é anexo III, mas se for menor q 28% é anexo V" (fonte: contabeis.com.br).

Evitar pró‑labore irrealisticamente baixo para tentar reduzir encargos; isso aumenta risco de autuação pelo fisco e de problemas previdenciários. Documente remunerações e mantenha contabilidade regular para proteger distribuições de lucros.

  • Regularizar o CNAE antes de emitir notas.
  • Registrar e recolher pró‑labore compatível para compor o fator R.
  • Manter a contabilidade atualizada para suportar isenções e simulações.
  1. Corrigir CNAE quando necessário: Repassar o contrato social e alterar o CNAE via junta comercial para refletir a atividade efetiva.
  2. Rever pró‑labore anualmente: Ajustar o pró‑labore conforme a prática do mercado e compatibilidade com a folha para cálculo do fator R.

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Erros comuns relacionados ao tema

  • Uso de CNAE incorreto: Registrar um CNAE inadequado leva a aplicação errada do ISS e do anexo do Simples, com risco de autuação. Verifique o código (ex.: 8630-5/04) em fontes técnicas antes da abertura.
  • Ignorar o fator R: Não contabilizar a folha ou o pró‑labore pode deslocar a empresa para o Anexo V, aumentando tributos. Calcule e documente os 12 meses.
  • Pró‑labore muito baixo: Fixar pró‑labore irreal reduz contribuições previdenciárias e pode gerar questionamento fiscal sobre distribuição de lucros.

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Perguntas frequentes

Dentista pode ser MEI?

Não. Atividades odontológicas regulamentadas exigem cadastro profissional e estrutura clínica, tornando incompatível o enquadramento como MEI. Constitua ME ou EPP conforme a necessidade.

Como calcular o fator R na prática?

Some a folha de salários (incluindo pró‑labore dos sócios) dos últimos 12 meses e divida pela receita bruta acumulada nos mesmos 12 meses. Resultado ≥ 28% → Anexo III; caso contrário → Anexo V.

O pró‑labore pode ser zero para reduzir tributos?

Não é recomendável: pró‑labore irreal gera risco de autuação e problemas previdenciários. Defina valor compatível com a atividade e registre o recolhimento do INSS.

O Simples inclui todos os tributos do consultório?

O Simples unifica IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e ISS na guia única (DAS), porém o INSS do pró‑labore é recolhido separadamente; retenções na fonte podem incidir conforme tomador.

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