A Reforma Tributária vai acabar com o Simples Nacional?
Atualizado em • Leitura: ~8 min
A Reforma Tributária não acabou com o Simples Nacional: a opção pelo regime foi mantida, mas há escolha entre recolher a CBS/IBS dentro do DAS (modelo unificado) ou recolher por fora (regime híbrido)
Sumário do conteúdo
Resumo rápido
- O Simples Nacional foi mantido pela LC 227/2026; empresário decide até 09/2026 se recolhe CBS/IBS no DAS ou por fora.
- Alíquota de referência do IVA Dual é estimada em ~26,5% como teto, mas não é definitiva; peça simulação personalizada.
- Opção pela cobrança 'por fora' (regime híbrido) dá crédito integral ao cliente PJ, afetando preço e competitividade.
- Perder o prazo ou optar sem simulação pode resultar em multas, perda de caixa e reajuste mal calculado.
- Converse com contador: 5–10 minutos no WhatsApp resolvem dúvidas e evitam decisões que custam caro.
O que muda e quando: prazo, regras e efeito no Simples
A Reforma Tributária por Emenda Constitucional (EC 132/2023) e regulamentada pela LC 214/2025 introduz a CBS e o IBS, mas o Simples Nacional foi mantido e teve tratamento consolidado pela LC 227/2026.
O cronograma oficial prevê fase de teste em 2026, entrada da CBS em 2027 e transição gradual do IBS entre 2029–2032, com sistema pleno em 2033; isso gera prazos legais relevantes: a opção sobre recolhimento do Simples deve ser feita até 30/10/2026 (prazo estendido pela Resolução CGSN nº 194/2026, conforme revisão em 06/10/2026), com desistência possível de 03/11 a 20/12/2026 e vigência em 01/01/2027. Receita Federal mantém orientações cadastrais sobre o Simples e prazos.
Do ponto de vista do caixa, a diferença prática é se a empresa aceita que a CBS/IBS seja cobrada dentro do DAS (crédito limitado ao cliente) ou recolhida por fora (crédito integral para cliente PJ), o que afeta preço, margem e competitividade no curto prazo.
- Verificar o impacto no fluxo de caixa até 30/10/2026.
- Registrar a opção formalmente antes do prazo legal.
- Atualizar contratos para prever split payment quando necessário.
- Mapear clientes PJ que demandam crédito tributário integral.
- Agendar simulação de preços antes de comunicar mudanças aos clientes.
- Confirmar enquadramento legal: Validar que sua empresa está no Simples com base na LC 123/2006.
- Checar prazos: Anotar o prazo de opção até 30/10/2026 e a janela de desistência de 03/11 a 20/12/2026.
- Pedir simulação: Solicitar 5–10 minutos por WhatsApp para obter uma simulação antes de decidir.
Fontes oficiais e onde confirmar
A base do novo modelo está descrita na LC 214/2025; a regra que preserva o Simples foi consolidada pela LC 227/2026.
Para questões cadastrais e orientações práticas, use o portal da Receita Federal e as instruções publicadas pela Secretaria da Fazenda do seu estado.
Como calcular na prática o impacto da Reforma no Simples
A alíquota de referência do novo IVA Dual é tratada como teto/estimativa (~26,5% = CBS + IBS), mas a cifra final será fixada por resolução do Senado; use esse número apenas como parâmetro para simulações e decisão de preço. Consulte a LC 214/2025 para os dispositivos que tratam da CBS/IBS.
A conta básica para estimar impacto em uma venda é: Imposto estimado = Preço de venda × Alíquota de referência. Em seguida compare o impacto sobre o caixa quando o tributo é recolhido dentro do DAS (crédito limitado) versus recolhido por fora (crédito integral ao cliente PJ). Cada perfil tem um resultado diferente, vale uma simulação antes de decidir.
- Calcular imposto estimado usando 26,5% como referência (não definitivo).
- Comparar cenários: DAS unificado x cobrança por fora (regime híbrido).
- Analisar efeitos sobre preço líquido, margem e competitividade.
- Verificar contratos com clientes PJ que exigem crédito tributário.
- Definir um preço-base: Escolher um exemplo de venda (por ex., R$ 10.000) para simular impacto.
- Aplicar alíquota de referência: Multiplicar o preço pela alíquota de referência (ex.: 26,5%) para obter imposto estimado.
- Comparar regimes: Avaliar se o recolhimento no DAS reduz ou aumenta custo efetivo frente à cobrança por fora.
Exemplo rápido (fórmula simplificada)
Venda hipotética: R$ 10.000. Alíquota de referência (teto estimado): 26,5% (CBS+IBS).
Cálculo: Imposto estimado = R$ 10.000 × 26,5% = R$ 2.650. Isso é uma referência para modelagem de preço; a alíquota final dependerá da resolução do Senado.
Erros que aumentam custo: opções perdidas e falhas de ajuste
Erro frequente é perder o prazo de opção (30/10/2026) ou optar sem simular preços: isso pode gerar necessidade de correção abrupta de preço e perda de clientes. Multas e autuações por erro de classificação ou recolhimento indevido podem chegar a valores expressivos e impactar o fluxo — confirme prazos e registros para evitar autuação da Receita/SEFAZ.
Outro erro é supor que o recolhimento no DAS é sempre mais simples e barato; para clientes PJ que precisam de crédito tributário integral, cobrar por fora (regime híbrido) pode ser competitivo. Este é o ponto em que a maioria erra e paga caro — confirme com um contador.
- Atualizar preços e contratos antes da mudança efetiva.
- Reclassificar vendas entre mercadorias e serviços com base em documentação.
- Mapear clientes que exigem nota com crédito para decidir o regime.
- Registrar a opção e a eventual desistência dentro das janelas legais.
- Mapear risco de multa: Conferir documentação fiscal e controlar notas para evitar autuação e multas pela Receita Federal.
- Simular impacto por cliente: Separar carteira em clientes PJ (que demandam crédito) e PF/consumo final.
- Ajustar fluxo de caixa: Provisionar pagamento de tributos e rever linhas de crédito se houver necessidade de incremento de capital de giro.
Referências úteis para fiscalização e registro
Para condições de registro e obrigações acessórias, verifique o portal da Receita Federal e a legislação do Simples na LC 123/2006.
Para questões estaduais no Espírito Santo, consulte a SEFAZ-ES e a Junta Comercial local (JUCEES) ao revisar contratos e alterações contratuais.
Boas práticas para proteger margem e caixa durante a transição
Implemente simulações de preço por produto/serviço e segmente clientes: empresas que compram para revenda ou crédito tributário exigirão abordagem diferente das vendas ao consumidor final. Revisar a precificação antes de 01/01/2027 evita perda de margem e choque no caixa.
Mantenha controles de caixa e fluxo de pagamento para lidar com split payment e possíveis mudanças no momento do recolhimento; isso reduz risco de falta de liquidez e evita juros e multas por atraso.
- Executar simulações de tributação por SKU/serviço.
- Atualizar cláusulas contratuais sobre tributos e repasses.
- Configurar sistema de notas fiscais para destacar CBS/IBS quando necessário.
- Treinar equipe de vendas sobre impacto no preço e argumento comercial.
- Rodar simulação completa: Pedir uma simulação detalhada com seu contador para comparar DAS versus regime híbrido por produto.
- Atualizar sistemas: Ajustar ERP/PDV para emitir nota com destaque de tributo no período de teste (2026).
- Comunicar clientes: Avisar clientes-chave sobre mudança de procedimento e impacto no preço com antecedência.
Ferramentas e comprovantes
Use notas fiscais com campos destacados na fase de teste em 2026 (CBS 0,9% e IBS 0,1% destacados), conforme o cronograma oficial, para validar processos internos.
Se você não tem esse número na mão, 5 min no WhatsApp resolve: peça a simulação com os dados reais do seu faturamento.
Exemplo prático e tabela: como a escolha afeta o caixa
Exemplo simplificado usando a alíquota-referência (teto estimado) de 26,5% para modelagem — lembrando que o percentual final será definido por resolução do Senado (LC 214/2025 trata da regulamentação). A simulação ajuda a entender impacto no caixa e na margem por venda.
Mostre a diferença entre recolher o tributo no DAS (sem repasse total de crédito ao cliente PJ) e recolher por fora (cliente PJ recebe crédito integral). Cada cenário exige ajuste de preço e diálogo com o cliente.
- Rodar comparação por venda média e por carteira anual.
- Avaliar efeito no preço líquido e na competitividade.
- Usar a seguir para comunicar decisões internas.
- Escolher uma venda exemplo: Usar R$ 10.000 como base para demonstrar impacto por transação.
- Aplicar alíquota de referência: Calcular R$ 10.000 × 26,5% para ter um número de referência.
- Comparar efeitos na margem: Verificar diferença de lucro líquido entre os dois regimes e decidir preço adequado.
Bloco de cálculo
Cálculo de referência para uma venda de R$ 10.000 usando a alíquota-estimativa (não definitiva):
- Venda: R$ 10.000
Alíquota‑referência (estimada): 26,5%
Imposto estimado: R$ 10.000 × 26,5% = R$ 2.650
a seguir (DAS unificado x Regime híbrido)
a seguir ilustra o efeito sobre caixa e crédito do cliente em um exemplo simplificado.
O papel do contador para aplicar a regra sem retrabalho
Na prática, o contador simplifica o processo ao traduzir regra tributária em ação objetiva para o seu caixa.
- Diagnóstico rápido do seu cenário fiscal e operacional.
- Cálculo correto (regime, alíquota e obrigações) sem retrabalho.
- Execução com cronograma, documentos e próximos passos claros.
Se quiser, a Conexes monta esse plano com você no WhatsApp e já te entrega o primeiro checklist de ação, junto com a leitura do que trava ou acelera sua decisão.
Erros comuns relacionados ao tema
- Perder o prazo de opção: Deixar de optar até 30/10/2026 pode impedir a estratégia desejada para 2027, forçando mudanças abruptas de preço e ajuste de contratos — confirme a opção dentro do prazo.
- Não simular por cliente: Aplicar regra única sem segmentar clientes (PJ x PF) pode reduzir competitividade e gerar perda de vendas ou margem.
- Ignorar requisitos de destaque na nota: Não ajustar NF-e/Emissão para o período de teste (CBS 0,9% e IBS 0,1%) e o split payment aumenta risco de erro operacional e autuação.
Veja também
Fontes oficiais para consulta
Por que empresários escolhem a Conexes Contabilidade
- Planos contábeis a partir de R$ 379,00, com escopo explicado antes da decisão.
- Atendimento rápido no WhatsApp com triagem inicial em minutos e encaminhamento para o especialista certo.
- Processo de onboarding com checklist para abertura, troca de contador e rotina fiscal sem retrabalho.
- Primeiro contato orientado para decisão: enquadramento, documentos, prazo e próximos riscos.
Atendemos empresas de serviços, comércio, indústrias, e-commerces, clínicas e profissionais liberais em todo o Espírito Santo.
Próximo passo para sair da dúvida e decidir com segurança
Tema: A Reforma Tributária vai acabar: cálculo prático e impacto no caixa
Analisamos seu cenário e priorizamos as decisões contábeis com maior impacto em caixa, risco e crescimento.
- Envie seu cenário no WhatsApp: atividade, faturamento, cidade e objetivo atual.
- Receba a leitura inicial do caso: riscos, oportunidades, enquadramento, documentos e prazo estimado.
- Avance só se fizer sentido: proposta com escopo, rotina de atendimento e responsáveis definidos.
Sem formulário longo. A conversa já começa com contexto desta página, e você entende logo no início o que precisa mandar e o que recebe de volta.
Falar com um analista no WhatsAppFale com a Conexes no WhatsApp
Se este tema afeta caixa, rotina ou decisão tributária, vale levar o cenário real para uma conversa rápida.
No WhatsApp, você pode validar rotina, risco e próximo passo antes de decidir contratar.
Bruno Alexandre, contador com mais de 13 anos de experiência. MBA em Controladoria e Finanças pela Fucape e diversos cursos de extensão na área contábil desde 2012.
Assinado por: Bruno Alexandre — Especialista em abertura de empresas e rotinas contábeis.
Perguntas frequentes
O Simples Nacional deixa de existir com a Reforma?
Não. O Simples Nacional foi mantido e terá opção de recolhimento da CBS/IBS dentro do DAS ou por fora (regime híbrido); a escolha deve ser feita até 30/10/2026 conforme as regras da LC 227/2026.
A alíquota de 26,5% é definitiva?
Não. A cifra de ~26,5% é tratada como alíquota de referência/teto (CBS + IBS) para modelagem; a alíquota final será fixada por resolução do Senado. Peça uma simulação ao contador antes de decidir preços.
Qual a diferença prática entre recolher no DAS e recolher por fora?
Recolher no DAS simplifica o recolhimento, mas o crédito tributário ao cliente PJ fica limitado; recolher por fora (regime híbrido) permite crédito integral ao cliente PJ, o que pode exigir ajuste de preço e afeta competitividade.
Sou SLU: preciso me preocupar com a Reforma?
O SLU continua existindo e, na prática, a forma de recolhimento do SLU praticamente não muda; porém, se seu negócio cresceu além do limites do enquadramento escolhido, avalie migração para ME, LTDA ou outro enquadramento com a Conexes.
Qual o próximo passo prático para decidir?
Reunir os números de venda por produto/serviço e pedir uma simulação personalizada: 5–10 minutos no WhatsApp com um contador resolvem a maior parte das dúvidas.

